Enquanto se arrastava pelo chão, junto aos corpos de seus companheiros, imaginava se seria mais sensato morrer ali também com eles. Parou, ergueu a cabeça o máximo que pôde tentando contemplar talvez pela última vez o céu. Nesse momento sua visão tornou-se tão turva que não fazia diferença se o que via era nuvem ou o braço ensangüentado a sua frente e logo foi de rosto ao chão. Quando sentia próximo o momento da morte, não lhe veio aquela necessidade de repassar todas suas memórias e tentar encontrar nelas algo que justificasse e engrandecesse sua existência, pois sabia ser uma heroína. De fato, seu senso de justiça, perspicácia e influência a levaram do posto de uma jovem líder em sua vila ao comando do exército de seu domínio. Porque aprendeu já em sua infância o quanto as guerras eram penosas, usava seu poder com sabedoria para proteger os povos em seu domínio, evitando ao máximo batalhas. Sendo inevitáveis, fazia questão de participar das batalhas, talvez para amenizar o remorso. Das guerras herdou cicatrizes e tristezas, mas também fama e respeito dos sábios e dos povos.
Concluiu que não poderia morrer, sua existência era mais que importante, era necessária. Ergueu a cabeça mais uma vez e abriu os olhos. Viu então um grupo de mulheres paradas não muito distante e uma delas caminhava em sua direção. A mulher que se aproximava, nua, parou em sua frente, ajoelhou-se e colocando as mãos entre as pernas colheu um líquido que corria de sua genitália e deu-lhe de beber. A heroína tomou aquele elixir e, apesar do forte amargor que lhe causou ao paladar, sentiu sua vida se prendendo novamente a si. Sem mais pensar, em um impulso de desespero e esperança, agarrou as pernas da mulher nua fortemente e levou seu corpo para frente, em direção da fonte do elixir. Sugou tanto quanto podia enquanto a mulher nua lhe acariciava os cabelos com ternura. Recuperada sua força, levantou-se e se pôs de joelhos em frente à sua salvadora, enquanto suas mãos faziam um longo e suave caminho dentre as coxas e a cintura da mulher nua. Olhou-a fixamente nos olhos como em uma espécie de agradecimento silencioso. A mulher nua, sem mudar um traço sequer de sua feição, levantou-se e foi embora com as outras mulheres que a acompanhavam, deixando a heroína só e salva. A heroína acabara de receber mais uma inspiração para viver.
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procurei uma palavra bonita para chamar a genitália feminina, mas dentre as chulas e as científicas, preferi me manter 'neutro'. sacomé... "eu não vi, nem comi, eu só ouço falar". alguém tem uma boa sugestão?
ah! e procurando por sinôminos de vulva/vagina na internet, encontrei um texto dando a origem dos vários nomes das coisas sexuais e sentimentos. muito bom, recomendo a leitura:
O Menor amor do Mundo - Luiz Costa Pereira Junior
2 comentários:
Adorei o texto! tem passagens maduras e belas... a parte da ..digamos..chupeta (rsrsrs desculpa o termo) é muito boa... ta melhorando isso daqui.!!!
Eita!! Mas que intenso que isso daqui está...
Adorei :D
Mas tipo assim, que coisa, não? O.o
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